O melhor deles começou quando eu estudava em uma escola muito conhecia em São Paulo. No meu primeiro dia de aula ninguém falava comigo, fiquei sozinha. Não tão só, porque como sempre levava meu notebook na bolsa, fiquei o tempo todo com ele, visitando sites e ocupando meu tempo solitário. Percebia olhares, quase todo o tempo, mas ninguém se aproximava. Era como se eu fosse um E.T., um Abominável Homem das Neves, sei lá.. tipo isso.
E lá se foi o primeiro dia na escola. Uma manhã fria e cinza.
No dia seguinte as coisas mudaram completamente. Eu estava sentada na minha mesa, com meu Iphone, fazendo o mesmo que fazia no dia anterior. Havia os mesmo olhares, mas dessa vez foi diferente, alguém veio até mim. Ele parou, na frente da minha mesa. Estava de cabeça baixa, mas percebi que era um menino pela calça. O garoto parou e ficou olhando pra baixo, pra ver o que eu fazia e se iria levantar a cabeça, mas como viu que eu demoraria um pouco pra faz isso, falou uma única palavra: - Hey! - foi o que ele me disse. Levantei a cabeça com pressa, queria ver quem tinha coragem pra me dirigir a palavra. Me surpreendi, era um dos meninos mais bonitos da minha sala e um dos mais populares também. Só consegui responder da mesma forma. Ele esperou um pouco e disse: - Você não fala com ninguém não? - respondi: - Ah, claro que sim. Só estava esperando que fossem mais amigáveis comigo. - Ele riu e balançou a cabeça, achei até que tinha dito algo errado, mas depois quando parou, olhou pra mim e sorriu. Não foi um simples sorriso, foi o mais bonito que vi em toda a minha vida.
As coisas tinham realmente mudado. No meu terceiro dia naquela escola, andava com os quatro meninos mais bonitos, não só da minha sala, mas de todo colégio. As meninas na classe passaram a não gostar de mim, sem nem terem me proferido alguma palavra. Não gostavam pelo fato de eu ter ganho o que elas nunca tiveram: a amizade de Pietro, Cauê, Guilherme e Matteos. Eramos inseparáveis! Ok, ainda era o terceiro dia de aula, mas mesmo assim, eles nunca me abandonavam, não me deixavam sozinha, estavam sempre do meu lado. Me fazendo rir e crer que eles seriam meus melhores amigos, desde aquele momento, pra sempre.
Por mera conscidência, morávamos no mesmo bairro, quase no mesmo quarteirão. Guilherme era o que morava mais distante, seis ruas na frente da minha. Matteos estava a cinco ruas de distância, e Cauê a quatro. Passava uma rua, e na outra, estava a casa de Pietro, a mais próxima e mais frequentada por mim. E finalmente chegava a minha casa. O engraçado é que nenhum deles me deixava ir sozinha até lá. Sempre me levavam até ela. Ficava impressionada com o Gui, que deveria ser o primeiro a ficar na sua residência, mas fazia questão de ser o último, só pra me manter segura.. assim como os outros três.
Essa amizade foi crescendo, crescendo, até não nos considerarmos mais amigos. Já eramos irmãos, daqueles que quando são separados, choram, esperneiam, mas não querem se ver longe um do outro.
Eles eram meus anjos, minhas dádivas. E eu tinha sido abençoada por os ter recebido. Quatro amigos-irmãos.
R.N.
to be continued.
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